Supergirl: flopou... e flopou feio!
Eu já tinha ouvido falar (mal!) exaustivamente do filme da Supergirl estrelado por Milly Alcock, tanto que decidi não ir ao cinema e assistir quando estreasse no streaming. Bem, a minha decisão foi mais do que acertada, porque o filme dirigido por Craig Gillespie (Cruella — 2021) é muito ruim!!!! Na trama, Kara-Zor El (Alcock) faz 23 anos e, para comemorar, decide rumar para um planeta sob a influência de um sol vermelho, cuja radiação torna os kryptonianos normais, o que permite que ela encha a cara à vontade, o que ela faz com gosto na primeira parte do longa. Quando o lar da alienígena Ruthye (Eve Ridley) é atacado por um grupo de bandoleiros que desejam uma espada forjada por seu pai, o líder, Krem das Colinas Amarelas (Mathias Schoenaerts), mata a família dela e acende um ardente desejo de vingança em Ruthye. Em mais um de seus porres, em uma taberna alienígena, Kara conhece Ruthye, que está em busca de alguém que a ajude a enfrentar os bandoleiros. Relutantemente, Kara resolve ajudar, quando cruzam o caminho de Krem e ele envenena o cãozinho Krypto, companheiro de jornada da heroína. A partir de então, ela tem três dias para encontrar o bandoleiro e tomar dele um antídoto que pode salvar a vida de Krypto. No meio do caminho, elas se deparam com Lobo (Jason Momoa), um caçador de recompensas alienígena que é osso duro de roer! O enredo segue as duas personagens até confronto final com Krem, que é o momento mais impactante — e, ao mesmo tempo, mais decepcionante! — do filme. Paralelamente, um pouco do passado de Kara Zoe-El em Krypton é mostrado e percebe-se uma dinâmica familiar feliz até que sua cidade natal, Argo, é envenenada por Kryptonita, o que obriga o seu pai a também enviá-la para a Terra.
A obra apresenta uma série de problemas, entre os quais o fato de a Supergirl passar quase todo o filme sem seu famoso uniforme. A um certo momento, ela diz que o uniforme "não serve para nada". Na tela, isso representou a depressão e o distanciamento da personagem, sua desconexão com o seu primo e com o seu lar adotivo, a Terra. Todavia, diferente da HQ na qual foi inspirada, Supergirl: Mulher do Amanhã, onde ela usa o traje durante toda a graphic novel, no audiovisual a direção optou por seguir o caminho oposto, o que certamente não agradou a audiência. A sua inadequação também é justificada no roteiro pelo fato de ela não ter sido criada na Terra, o que fez dela alguém diferente e bem menos compassiva do que Kal-El. Isso fica evidente quando ela mata Krem a sangue frio, nos momentos finais, algo que foge totalmente à essência da personagem! Aliás, é justamente a não compreensão de quem realmente é a personagem o maior dos "pecados" de James Gunn enquanto CEO e produtor e de Craig Gillespie como diretor. Outro problema é Krem, um vilão genérico, sem motivação ou aprofundamento. Ele é raso como uma tábua! Para completar, Jason Momoa e David Corenswet não passam de coadjuvantes de luxo em suas aparições, para uma protagonista que evidentemente deixou muito a desejar em termos de carisma. Na verdade, a esmagadora maioria do público foi às salas de cinema muito mais para ver Momoa e Corenswet do que para assistir Alcock, que declarou à Variety o seu desinteresse pelo gênero de super-heróis.... E nem é preciso dizer o quanto isso pegou mal! Como o filme flopou — e flopou feio! — não se sabe se haverá uma "Supergirl 2". Honestamente, espero que não!
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