25 maio 2025

Batgirl: o filme que nunca foi!




O anúncio, em outubro de 2022, de que James Gunn estaria à frente do DCU (DC Extended Universe) marcou o fim da "Era Snyder" e cancelou o filme da Batgirl, estrelado pela pouco conhecida Leslie Grace, acompanhada pelo Batman de Michael Keaton, o qual atuaria como uma espécie de mentor. Todavia, já de início, Gunn afirmou que começaria tudo "do zero" - à exceção, talvez, do seu Pacificador e do Esquadrão Suicida, mas isso é um assunto para outra postagem -, o que pôs um fim ao filme solo da personagem e gerou um prejuízo em torno de US$ 90 milhões de dólares. Vale dizer que a produção estava em vias de conclusão, mas desagradou em exibições-teste — o produtor Peter Safran referiu-se ao filme como "impossível de ser lançado" —, o que certamente levaria a refilmagens caso o projeto fosse levado adiante. Os executivos da Warner Bros./Discovery chegaram a conclusão de que "a obra não funcionava" e, portanto, seria mais fácil abandoná-la do que tentar concluí-la. 





Além disso, optou-se por fazer uma dedução fiscal e a decisão de "engavetar" o filme ajudou a cobrir parte dos gastos e a reduzir o prejuízo. Restaram apenas algumas imagens e vídeo de bastidores na internet. A possibilidade de um "release Batgirl" não é impossível, mas um tanto remota, porque, convenhamos, quem se importa com a Batgirl? Tudo seria diferente se ela fosse primeiramente apresentada no filme de um dos "grandes" (Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha), para, então sim, protagonizar um filme solo, mas organização nunca foi uma virtude do finado universo cinematográfico de Snyder, o que talvez mude com James Gunn à frente desta nova empreitada, onde optou-se por lançar "poucos mas bons" ao invés de "muitos sem qualidade". Assim mesmo, confesso ter curiosidade em assistir à obra, algo que infelizmente não poderei fazer. A seguir, um pouco mais sobre o filme e sobre a personagem.


Roteiro e direção


Christina Hodsonroteirista de Bumblebee (2018)Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa (2020) The Flash (2023), foi contratada pela Warner após a saída de Joss Whedon, o qual afirmou não ter uma história para contar com a Batgirl. A direção coube à dupla de ascendência marroquina Adil El Arbi e Bilall Fallash, amigos desde os tempos que estudavam cinema na Hogeschool voor Wetenschap en Kunsten, em Schaerbeek, Bruxelas, Bélgica. Juntos, dirigiram um curta-metragem intitulado Broeders (2011), seguido pelos filmes Black (2015) e Patser (2018), além de dirigirem e produzirem episódios da série Ms. Marvel, para o UCM. Eles estavam cotados para dirigir o quarto filme da série Um Tira da Pesada (Beverly Hills Cop), com Eddie Murphy, o que não se concretizou. Os cineastas são mais conhecidos internacionalmente pela direção de Bad Boys para Sempre (2020) e Bad Boys Ride or Die (2024), com Will Smith e Martin Lawrence. 


A roteirista Christina Hodson!

Os diretores: Adil El Arbi e Bilall Fallash

O elenco


Leslie Grace é atriz, cantora e compositora. Curiosamente, ela foi a primeira atriz a interpretar a personagem nas telas desde o mal sucedido Batman & Robin (1997), no qual a Batgirl foi vivida por Alicia Silverstone. J.K. Simmons voltou ao papel de James Gordon, pai de Barbara e Comissário de polícia de Gotham City. Simons já tinha interpretado Gordon em Liga da Justiça (2017), de Joss Whedon, e novamente no "Snyder-Cut" (2021), quando Zach Snyder pode, finalmente, finalizar a obra — e seu universo! — do jeito que pretendia originalmente. Uma das coisas a se lamentar no que diz respeito ao filme cancelado da Batgirl (ao menos para mim!) foi a oportunidade desperdiçada de ver o Batman de Michael Keaton pela última vez. Aliás, ao ser entrevistado sobre o cancelamento do projeto, Keaton disse não ter se importado, porque fez o trabalho, foi pago e vida que segue! O vilão da trama foi vivido por Brendan Fraser (Oscar de Melhor Ator em em 2022, por A Baleia), o qual deu vida a Garfield Lynns, o Vaga-Lume (Firefly), um inimigo "meia-boca" do Batman. Glasgow, na Escócia, serviu de set para uma Gotham City chuvosa e eternamente dark.


Leslie Grace como Barbara Gordon!

Michael Keaton como Batman... pela última vez!

Brendan Fraser trajado como o vilão Firefly!



Curiosamente, Grace disputou o papel com atrizes como Zoey Deutch (Jurado nº2), Isabela Merced (Madame Teia) e Haley Lu Richardson (Fragmentado) e ficou bastante surpresa quando conseguiu o trabalho. Para o programa Entertainment Tonight, ela declarou: "Fiz os testes e foi alucinante, mas no fundo você nunca espera por isso. Pensei que faria mais um teste e ainda é alucinante pensar sobre isso". E acrescentou: "Eles me fizeram ler um e-mail e estava escrito 'eu sou a Batgirl'. Eu só fiquei tremendo sem entender o que estava acontecendo. Foi lindo e esse papel será uma bênção em minha vida". O muito pouco que se pode vislumbrar das fotos que restaram indicam um traje fiel aos Quadrinhos e a própria atriz parece ter feito um bom trabalho. Bem, não era para ser...




HQ´s:


A Batgirl mais popular dos quadrinhos é, sem dúvida, Barbara Gordon. Mesmo após ter sido tragicamente baleada pelo Coringa na graphic novel Batman: A Piada Mortal (Batman: The Killling Joke), de 1988, a personagem conseguiu se reinventar como Oráculo (Oracle), uma hacker de grande valia, tanto para a bat-família quanto para os demais meta-humanos da gigantesca comunidade heroica da DC Comics. A seguir, um pouco mais sobre ela e as outras heroínas que, em um momento ou outro, assumiram a identidade de Batgirl.


Bette Kane



A primeira Batgirl foi Bette Kane, sobrinha da Batwoman, Kathy Kane, criada por Bob Kane e Sheldon Moldoff para Batman Vol.1 # 139 (abril 1961), como um interesse romântico para o Robin (assim como sua tia era para o Batman). Ela apareceu sete vezes entre 1961 e 1964, quando desapareceu juntamente com Batwoman, Ace, o Bat-Cão e Bat-Mirim, porque o então Editor Julius Schwartz os considerava demasiado infantis. Na década de 1970, Batwoman e Bat-Girl foram revividas como parte da continuidade da Terra-1, período no qual Bette tornou-se membro dos Jovens Titãs da Costa Oeste. Ela apareceu apenas quatro vezes nesta época. Em Secret Origins Annual Vol.2 #3 (maio de 1989), foi revelada a história oficial dos Titãs da Costa Oeste pós-Crise. Nela, em vez de Bat-Girl, Mary Elizabeth "Bette" Kane passou a ser conhecido como Labareda (Flamebird). Ela reapareceu em Infinite Crisis #4 (março de 2006), onde foi indicado que ela era originalmente a contraparte da Bat-Girl na Terra-2 e, após a Crise nas Infinitas Terras (1985), substituiu a Bat-Girl na Terra restante. Ao final da edição, ela e a maior parte da Sociedade da Justiça desapareceu com o renascimento da Terra-2. No especial Infinite Crisis Special: Villains United #1 (junho de 2006), ela e os outros heróis retornaram à "nova Terra". Em New Teen Titans Vol.3 #38 (setembro de 2006), ficou estabelecido que ela havia integrado a equipe durante o hiato de um ano. Prima da Kathy Kane, a Batwoman, esta aceitou tê-la como aprendiz durante a fase dos Novos 52! Nessa época, passou a usar um traje tecnológico com detalhes pirotécnicos de verdade.


Barbara Gordon




Barbara Gordon foi a segunda heroína a utilizar o nome — e passou a ser a "Batgirl original", ao invés de Bette Kane, após os eventos apresentados em Crise nas Infinitas Terras —, uma bibliotecária filha do Comissário Gordon (em algumas versões, sobrinha). Curiosamente, sua estreia se deu na série de TV da década de 1960, onde foi  interpretada por Yvonne Craig [1937-2015]. Ela não tardou a migrar para as páginas dos quadrinhos, em Detective Comics Vol.1 #359 (janeiro de 1967), por Julius Schwartz, Gardner Fox e Carmine Infantino. Um dos momentos mais trágicos de sua vida ocorreu quando levou um tiro do Coringa, o qual a deixou paraplégica, na já mencionada Batman: A Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland. No ano seguinte, o roteirista Joe Ostrander criou para ela a identidade de Oráculo, na qual foi explorada toda a sua expertise como hacker. Mesmo sem poder ir às ruas, Barbara passou a ser amplamente requisitada pela comunidade dos super-heróis. Sua primeira aparição como Oráculo ocorreu em Suicide Squad Vol.1 #23 (janeiro de 1989). Posteriormente, ela passou a liderar a equipe denominada Aves de Rapina (Birds of Prey), criada por Chuck Dixon para Black Canary / Oracle: Birds of Prey Vol.1 #1 (janeiro de 1996), a qual contou com com personagens como Caçadora (Huntress), Canário Negro (Black Canary), Columba (Dove), entre outras. A partir de 2011, durante a fase dos Novos 52! (The New 52!), na qual a DC implementou o reboot de grande parte de seus personagens, Barbara Gordon recuperou o uso das pernas após ser submetida a um tratamento médico experimental, que incluía um implante neural em seu pescoço capaz de restaurar os movimentos de seus membros inferiores. Com isso, ela pôde voltar a agir como Batgirl.  



Helena Bertinelli




Originalmente, Helena Wayne era a filha de Bruce Wayne e Selina Kyle da Terra-2 (ou Terra Paralela), mas foi apagada da realidade com a conclusão da saga Crise nas Infinitas Terras, em 1986. Na realidade pós-Crise, ela passou a ser Helena Bertinelli, cujos pais foram assassinados pela máfia diante dela, o que fez com que treinasse para, um dia, vingá-los. Quando finalmente se sentiu pronta, assumiu a identidade de Caçadora. Essa nova encarnação da personagem foi concebida por Joey Cavalieri e Joe Stanton e estreou em título solo, nas páginas de The Huntress Vol.1 #1 (abril de 1989). Todavia, durante a saga Terra de Ninguém (No Man´s Land), de 1999, após o desaparecimento do Batman, ela assumiu o nome e o uniforme da Batgirl por um curto período de tempo, em Batman: Shadow of the Bat Vol.1 #83 (março de 1999)Ela logo descobriu que o símbolo do morcego em seu peito impunha mais medo e respeito do que como Caçadora. No entanto, bastou o retorno do Cavaleiro das Trevas para tudo ruir, porque ele declarou desaprovar os seus métodos e, após ela falhar em uma missão, recolheu o traje.


Cassandra Cain




Cassandra Cain apareceu pela primeira vez em Batman Vol.1 #567 (julho de 1999), como a filha de Cain, assassino profissional e, no passado, um professor para um jovem Bruce Wayne em treinamento. Sua mãe, igualmente letal, é Lady Shiva, membro da Liga dos Assassinos e inimiga mortal do Batman. Cassandra foi treinada para ler movimentos em detrimento da própria fala, razão pela qual, apesar de ser uma exímia lutadora, usa apenas algumas palavras e gestos, porque é incapaz de se comunicar com frases complexas. Todavia, suas habilidades em artes-marciais a colocam no mesmo nível do Homem Morcego (o que não é pouca coisa!). Criada por Kelley Puckett e Damion Scott, ela vestiu o traje de Batgirl pela primeira vez em Batman: Legends of the Dark Knight #120 (agosto de 1999). Posteriormente, ela abdicou de sua identidade como Batgirl e a passou para Stephanie Brown, também conhecida como Salteadora. Durante a fase do Renascimento (Rebirth), a partir de 2016, ela assumiu a identidade de Órfa (Orphan), período no qual foi treinada pelo Batman e pela Batwoman para superar seu passado como assassina e ser uma vigilante em Gotham City. A identidade de Órfa foi criada por James Tynion IV e Scott Snyder e a primeira aparição de Cassandra como Órfa aconteceu em Batman & Robin Eternal Vol.1 #1 (2015).


Stephanie Brown




Criada por Chuck Dixon e Tom Lyle, a personagem estreou como Stephanie Brown em Detective Comics Vol.1 #647 (agosto de 1992) e como Salteadora (Spoiler) em Detective Comics Vol.1 #648 (setembro de 1992)Ela é filha de um dos inimigos do Batman, o vilão conhecido como Mestre das Pistas (Cluemaster). Ressentida por seu pai ter perdido sua infância, por estar sempre preso, ela criou o próprio uniforme, adotou a identidade de Salteadora e ajudou o Robin III (Tim Drake) a capturar seu próprio pai. Logo, eles iniciaram um relacionamento. No entanto, ela não conhecia a identidade secreta dele, mas ele sabia tudo sobre o passado dela. Isso mudou quando, inadvertidamente, Batman revelou a ela que Tim Drake era o Robin, o que causou um estremecimento entre eles. Na ocasião, Tim deixou de atuar ao lado do Cavaleiro das Trevas e este decidiu treinar Stephanie como a nova Robin, em Robin Vol.2 #126 (julho de 2004)o que teve curta duração, porque rapidamente ele percebeu que ela não estava pronta para o trabalho e decidiu afastá-la. Na edição de Detective Comics Vol.1 #809 (outubro de 2005), ela foi sequestrada e barbaramente torturada pelo Máscara Negra (Blackmask), o que a levou à morte, algo insignificante nas HQ´s, porque não tardou a retornar aos quadrinhos, e como a nova Batgirl após a desistência de Cassandra Cain. Se a experiência com Batman tinha sido amarga, ela encontrou em Barbara Gordon uma professora melhor. A partir de Batgirl Vol.3 #1 (outubro de 2009), ela passou a agir como Batgirl, com um uniforme mesclado com seu traje de Salteadora. Durante a fase dos Novos 52!, porém, ela voltou a ser a Salteadora, pois Barbara Gordon tinha sido trazida de volta à luta.


Charlotte Gage-Radcliffe




Ela estreou com uma versão caseira do uniforme da Batgirl — em Birds of Prey Vol.1 #96 (setembro de 2006) — e suas atividades chamaram a atenção de Barbara Gordon, a qual enviou Canário Negro, Caçadora e Cigana (Gipsy) para encontrá-la. Para atraí-la, Cigana fingiu ser uma "donzela em perigo", o que fez com que a candidata a Batgirl se revelasse e demonstrasse ter poderes meta-humanos, como super força, cura aprimorada e teletransporte. Após salvar a Caçadora de ser ferida, ela revelou ter um amplo conhecimento das atividades das Aves de Rapina e se teleportou até Barbara Gordon, a qual, mesmo impressionada, tentou demovê-la da ideia de continuar a combater o crime. Para isso, mostrou fotos da autópsia de Stephanie Brown. Charlotte concordou em deixar de ser a Batgirl, mas não em deixar de combater o crime. Ela prosseguiu em uma nova identidade, a de Marginal (Misfit), e implementou algumas mudanças no traje que usava como Batgirl: estilizou uma letra "M" no peito (semelhante a um morcego) e até ajudou as Aves de Rapina em algumas missões. Ela é uma criação de Gail Simone e Nicola Scott.


Em outras mídias!




Devido à sua popularidade, Barbara Gordon / Batgirl / Oráculo já foi retratada em série de TV, filmes e animações. Na TV, a heroína contou com os rostos das atrizes Yvonne Craig e Dina Meyer. E no âmbito das animações, a Batgirl já apareceu em diversas produções que envolveram o Homem Morcego e seu universo, dublada por várias atrizes. A seguir, um pouco mais da personagem em outras mídias além das Histórias em Quadrinhos. 


Yvonne Craig


Barbara Gordon estreou na terceira (e última!) temporada de Batman (1966-1968), interpretada pela curvilínea Yvonne Craig. Filha do Comissário de Polícia de Gotham City, ela foi introduzida como uma bibliotecária, a qual, nas horas vagas, unia-se à Dupla Dinâmica para combater o crime. A interpretação de Craig foi tão marcante que fixou-se na memória e no imaginário dos fãs até hoje, os quais adoravam vê-la em ação com aquele traje colado ao corpo. Antes da série, a atriz participou de filmes como Loiras, Morenas e Ruivas (1963), ao lado de Elvis Presley, e de seriados como Dr. Kildare (1964), Viagem ao Fundo do Mar (1964) e O Agente da UNCLE (1965). Havia rumores de planos para um spin-off estrelado pela Batgirl, o que não se concretizou com o cancelamento da série em 1968. Com o término do programa, Craig continuou a fazer participações em seriados de TV. Seu último trabalho ocorreu na série animada Olivia (2009-2011), onde emprestou sua voz para a avó da personagem principal. Ela morreu no dia 17 de agosto de 2015, em decorrência de um câncer de mama, em Pacific Palisades, Califórnia, EUA. 




Alicia Silverstone


No infame Batman e Robin (1997), dirigido por Joel Schumacher e estrelado por George Clooney e Chris O´Donell, Alicia Silverstone deu vida à Barbara Wilson, não mais filha do Comissário Gordon, mas sim sobrinha de Alfred (vivido por Michael Gough), o mordomo do bilionário Bruce Wayne (George Clooney). O filme é de um mau gosto tremendo! Pressionado pelos executivos da Warner — os quais, temerosos por uma recepção negativa,  ordenaram ao cineasta que "amenizasse" o tom da obra —, Schumacher investiu no "camp" e, desta forma, ocorreu justamente o que era temido: o público detestou as piadinhas (os "bat-mamilos", nunca esqueçam disso!!!) e o colorido excessivo. Silverstone, no auge da juventude e da beleza, está estranha com a "bat-armadura", que em pouco ou nada lembra a heroína das HQ´s, o que fez com que a presença dela se tornasse apenas algo a mais para esquecer (e lamentar!). A atriz é mais lembrada por comédias como As Patricinhas de Beverly Hills (1995) e, em anos mais recentes, não têm feito nada relevante tanto para o cinema quanto para a televisão. 





Dina Meyer

Criada por Laeta Kalogridis (Mulher Biônica, Ilha do Medo), Birds of Prey (2002-2003) foi uma série estrelada por Barbara Gordon (Dina Meyer), Helena Kyle (Ashley Scott), filha do Batman e da Mulher Gato, e Dinah Lance (Rachel Skarsten), a Canário negro. A série retrata Barbara Gordon paraplégica após um confronto com o Coringa. Batman está desaparecido (talvez morto!) e ela atua como orientadora para a Caçadora e a Canário negro, as quais formam uma equipe semelhante à vista nas HQ´s. Muito embora seja a Oráculo no programa, Dina Meyer aparece como Batgirl em flashbacks. Tanto a atriz quanto o traje são excelentes. Pena que a qualidade abaixo da média dos roteiros tenha decretado o final prematuro do seriado após a primeira temporada. Entre os trabalhos mais conhecidos de Dina Meyer estão os filmes Tropas Estelares (1997), Jogos Mortais (2004) e a terceira temporada de American Horror Story (2018). Na série The Flash, durante a adaptação da clássica saga Crise nas Infinitas Terras, em 2019, Dina Meyer reprisou o papel de Barbara Gordon em uma participação muito especial, oriunda de uma das Terras do multiverso. 





Animações:



O universo do Batman tem sido muito bem explorado no campo das animações, em produções acima da média, como Batman Animated, e em outras, como a adaptação da graphic novel A Piada Mortal e Batman: Ano Um, cuja qualidade ficou aquém do esperado. Como parte importante do cânone do Morcego, a Batgirl tem aparecido em várias destas produções, de filmes animados a seriados. A seguir, alguns deles.


The New Adventures of Batman

As Novas Aventuras de Batman (1977-1978), da Filmation, foi uma série animada de curta duração, fortemente inspirada na clássica série de TV dos anos 1960. Assim como a dupla dinâmica, a Batgirl não poderia faltar. A personagem apareceu nos 16 episódios, dublada pela atriz Melendy Britt (Flash Gordon, She-Ra).





Batman: A série Animada

Ao longo de quatro temporadas, a excelente Batman: The Animated Series (1992-1995), criada por Paul Dini e Bruce Timm, apresentou Batman e aliados contra seus principais vilões. O sucesso se repetiu em The New Batman Adventures (1997-1999), em mais três temporadas. A Batgirl foi presença marcante em ambas as animações. Na primeira, dublada por Melissa Gilbert (Sweet Justice, Hometown Christmas), em seis episódios, e na segunda, com voz de Tara Strong (Young Justice, Baby Shark´s Big Show!), em 15 episódios.



Batman do Futuro

Na série animada Batman Beyond (1999-2001), Bruce Wayne é um homem velho e Terry McGinnis é o novo Batman em uma Gotham City cyberpunk, tão sombria e opressora quanto sempre fora. Assim como Bruce Wayne aposentou o traje, Barbara Gordon havia deixado seus dias como Batgirl para trás e passou a atuar como a nova Comissária de Polícia. A personagem foi dublada por Angie Harmon (Law & Order, Fun With Dick and Jane) em três episódios e no filme animado Batman Beyond: O Retorno do Coringa (2000).


O Batman

Na série animada The Batman (2004-2008), o Cavaleiro das Trevas aparece como um herói solitário. Curiosamente, a Batgirl surge como a primeira parceira do Morcego em vez de Dick Grayson, o qual foi introduzido posteriormente. O visual da Batgirl, assim como o do próprio Batman e seus vilões, é um tanto estranho, mas o programa tem lá os seus bons momentos. Barbara Gordon estrelou 22 episódios, com a voz de Danielle Jodovits (Smile PreCure!, Naruto SD: Rock Lee & His Ninja Pals).

 

Batman: Os Bravos e Destemidos

Batman: The Brave and The Bold (2008-2011) foi uma divertida série animada baseada no título em quadrinhos de mesmo nome, onde, a cada edição, Batman fazia dupla com um herói diferente. O traço lembra a arte de Dick Sprang, importante desenhista do personagem, e o tom é de ação, mas com muito bom humor. O Cavaleiro das Trevas vive várias aventuras com heróis como Arqueiro verde, Besouro Azul, Super-Homem e, logicamente!, a Batgirl, a qual aparece em dois episódios dublada por Mae Withman (Robot Chicken, Birdgirl). 


Batman: A Piada Mortal

Em 2016, a graphic novel de mesmo nome foi adaptada para um filme animado. Sem nada a acrescentar ao material de origem, exceto pela cena de sexo entre Batman e Batgirl no telhado (!!!), a obra causou polêmica e não pode ser considerara uma boa adaptação da HQ de Alan Moore. A heroína foi dublada pela atriz e dubladora Tara Strong, que anteriormente havia dublado a personagem na série animada The New Batman Adventures (1997-1999)
 



Young Justice


Criada por Greg Weiserman e Brandon Vietti, Justiça Jovem (2010-2022) foi uma série animada exibida pelo bloco DC Nation do Cartoon Network, focada nos super-heróis mais jovens da Editora em um universo alternativo, mais especificamente a Terra-16, sem relação com o título em quadrinhos criado por Todd Dezago e Todd Nauck. A Batgirl apareceu em 15 episódios, entre 2011 e 2021, dublada pela atriz Alyson Stoner (Pete the Cat, Howdy, Neighbor!).





The Lego Batman Movie


Em 2017 o público conheceu a versão LEGO da Batgirl em Lego Batman: O Filme, dirigido por Chris McKay e baseado em uma história de Seth Grahame-Smith (Abraham Lincoln Caçador de Vampiros, Orgulho e Preconceito Zumbi). Na trama, o Comissário Gordon se aposenta e é substituído por sua filha, Barbara, por quem Bruce Wayne se apaixona e é convencido por ela a adotar o órfão Dick Grayson. Somado a isso, eles terão de enfrentar o Coringa e o seu insano plano de vingança. A atriz Rosario Dawson (Luke Cage, Sin City: A Dame to Kill For) emprestou sua voz para a personagem nessa divertida comédia.  


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