11 janeiro 2026

Supergirl: A Mulher do Amanhã — Parte III




Criada há 68 anos e prestes a protagonizar um aguardado filme solo, a personagem  está em alta e tem marcado presença nos mais diversos segmentos midiáticos, de quadrinhos, a filmes e seriados. A postagem a seguir — a terceira de uma trilogia sobre a heroína kryptoniana — contará um pouco mais sobre a Supergirl no terreno das animações, em séries como Liga da Justiça e filmes como a adaptação de Crise nas Infinitas Terras (Crisis on Infinite Earths). Vamos em frente! 


Superman: Animated Series


Na excelente Super-Homem: A Série Animada (1996-2000) a Supergirl foi introduzida na 2ª temporada, no episódio duplo (27 e 28) intitulado "Little Girl Lost". Após conhecer seu primo, ele foi capturado pela Vovó Bondade e suas Fúrias Femininas, o que fez com que Kara o seguisse ao planeta Apokolips no intuito de resgatá-lo. Ela apareceu novamente na temporada seguinte, no 10º  episódio (intitulado "Unity"), quando retornou de Metropolis e encontrou os Kent e a maior parte da população de Smallville sob o domínio de um estranho pregador itinerante. Também esteve em "Legacy" (episódio 12 e 13 da 3ª temporada), o qual novamente envolveu Darkseid e Apokolips, quando o Super-Homem sofreu uma lavagem cerebral para acreditar que era filho de Darkseid e recebeu a ordem de seu "pai" para conquistar a Terra. Na conclusão, livre da influência do Senhor de Apokolips, mas sob custódia do Exército americano, o Homem de Aço partiu para a retaliação contra Darkseid. Kara Zor-El recebeu um visual um pouco diferente na série animada, com uma camiseta branca e uma saia azul. A personagem foi dublada pela atriz Nicholle Tom (EUA) e por Marisa Leal (Brasil).






Justice League Unlimited (2004-2006)


Em Liga da Justiça Sem Limites, a Supergirl apareceu em oito episódios, nos quais fez parceria com heróis como Arqueiro Verde, Questão e Caçadora. Durante três temporadas, a série animada expandiu o leque de personagens da DC e apresentou tramas dignas de nota, como a introdução de Galatea, um clone de Kara Zor-El enviada por Amanda Waller para atacar a Liga da Justiça. A animação simplesmente reinventou a Poderosa da Terra-2 — e de forma espetacular! —, como um clone da Supergirl, mais amadurecido e poderoso. O seriado também fez uma homenagem aos Superamigos da Hanna-Barbera com os Ultimen, equipe de super-heróis que são clones e uma referência direta aos membros multiétnicos da equipe (como Chefe Apache, Samurai e El Dorado). Kara teve novamente Nicholle Tom como a dubladora original e Mariana Torres como sua voz brasileira.





Justice League: The New Frontier (2008)

Adaptado da minissérie de mesmo nome de Darwin Cooke [1962-2016], originalmente publicada em 2004, o filme mostrou os heróis na década de 1950 unidos contra a ameaça do Centro (The Centre), uma ilha senciente que buscava destruir a vida na Terra. A Supergirl faz apenas uma breve aparição, pouco antes dos créditos finais, como uma das espectadoras do discurso do presidente John F. Kennedy. Tanto o quadrinho quanto a adaptação seguem um padrão de excelência e valem a pena serem conhecidos.





Superman/ Batman: Apocalipse (2010)


O filme animado dirigido por Lauren Montgomery (Liga da Justiça: A Legião do Mal) retratou a chegada de Kara à Terra e sua consequente — e nada fácil! — adaptação à vida terrestre. Baseado na fase de Jeph Loeb, o longa trouxe Darkseid como vilão, o qual sequestrou a heroína e a fez passar por uma lavagem cerebral profunda a fim de ser usada como arma contra o Super-Homem. A animação até que é "OK". Funciona bem como adaptação de uma HQ mediana! A atriz Summer Glau dublou a personagem nos EUA e Fernanda Barone no Brasil.





Superman: Unboud (2013)


Super-Homem: Sem Limites foi um filme animado que adaptou a HQ Superman: Brainiac, de Geoff Johns e Gary Frank. Dirigido por James Tucker (Super Choque), a trama mostrou Kara e seus pais em uma bem sucedida fuga de Kandor antes que a cidade fosse encolhida e sequestrada por Brainiac. No entanto, o acontecimento deixou Kara com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e, após chegar à Terra, ela tentou se adaptar à vida no planeta. Em vez de lutar contra criminosos comuns, Kara preferia enfrentar ditadores e criminosos mais poderosos. Ela receava ter de enfrentar Brainiac novamente, mas, junto com seu primo, ela reuniu coragem para combatê-lo. A Supergirl foi dublada por Molly C. Quinn (EUA) e por Mariana Torres (Brasil).





Lego Liga da Justiça: Combate Cósmico (2016)


Quando Brainiac atingiu o Super-Homem, a Mulher-Maravilha e o Lanterna Verde com um raio, Batman e Flash precisaram voltar no tempo para salvá-los. Há a participação da Supergirl e da Legião dos Super-Heróis. Dirigido por Rick Morales (Os Jovens Titãs em Ação nos Cinemas), mais um descompromissado (e divertido!) filme lego com os heróis da DC. A personagem contou com as vozes de Jessica DiCicco (EUA) e de Flávia Saddy (Brasil).





Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas (2018)


Os grandes heróis já foram levados às telas de cinema e fizeram grande sucesso, o que fez com que os Jovens Titãs também quisessem o estrelato e, assim, se mobilizassem para buscar um grande diretor de Hollywood a fim de torná-los astros. No entanto, a equipe foi enganada por um supervilão. Com a mesma estética da série animada Os Jovens Titãs (2003-2006) e Os Jovens Titãs em Ação! (2013-2025), a obra, que teve até uma participação especial de Stan Lee (vejam só!), tirou sarro do filme do Lanterna Verde (aquele horroroso, estrelado pelo canastrão Ryan Reynolds), das várias versões do Batman e até mesmo o bigode do Henry Cavill, como prova que a Warner Bros. também  tem senso de humor e é capaz de rir de si mesma. No filme, a Supergirl foi dublada por Meredith Salenger (EUA) e Mariana Torres (Brasil). 





DC Super Hero Girls (2019-2021)

Com um estilo cartunesco e infantilizado, a série animada criada por Lauren Faust (My Little Pony: Best Gift Ever) apresentou as versões adolescentes das super-heroínas da DC no ensino médio. A premissa é a seguinte: entre uma aula e outra, entre uma paquera e outra, elas combatem o crime em Metropolis. A Supergirl apareceu em 60 episódios, dublada por Nicole Sullivan (EUA) e Flávia Saddy (Brasil).



Minhas Aventuras com o Superman (2023 -)


O que dizer sobre mais um produto woke e com uma estética inspirada nos animes japoneses? Tem o seu público (do qual, definitivamente, eu não faço parte). Gostemos ou não, de tempos em tempos, os heróis são reinventados ao gosto das novas gerações. E agora, ao que parece, é a vez da turminha progressista, que não conhece os personagens com profundidade para perceber (ou se importar) quando são bizarramente descaracterizados em nome da agendinha progressista... Minhas Aventuras com o Superman é ruim? Para mim, sim, mas, com certeza, não é um produto destinado à minha geração e o que eu penso realmente não tem a menor importância, não é mesmo? A Supergirl contou com as vozes de  Kiana Madeira (EUA) e de Mariana Torres (Brasil).





Legião dos Super-Heróis (2023)


Em 2023 foi lançado Legion of Super-Heroes, filme animado dirigido por Jeff Wamester (Lanterna Verde: Tema Meu Poder). Muito embora a equipe do século XXX intitule a obra, o longa é centrado na Supergirl. Na trama, ela conhece alguns membros da Academia da Legião, heróis novatos em treinamento, como Saltador, Garota Fantasma e Dama Tríplice (os mais importantes, como Satúrnia, Relâmpago e Cósmico apareceram somente em materiais de divulgação) e é explorada a dinâmica do seu relacionamento com Mon-El e Brainiac-5. A ameaça a ser combatida é o grupo denominado Círculo das Trevas. Por se tratar da Legião dos Super-Heróis, esperava-se bastante ação, o que não aconteceu... O ritmo chega a ser sonolento... Outro ponto negativo é o visual estranho dos personagens, onde todos parecem ter a mesma cara (os homens) e a Supergirl recebeu um nariz esquisito (arrebitado ao ponto de fazê-la parecer uma Barbie...). Meg Donnelly (EUA) e Flávia Saddy (Brasil) emprestaram suas vozes a Kara Zor-EL.





Liga da Justiça: Crise nas Infinitas Terras (2024)


Crise nas Infinitas Terras foi uma saga grandiosa, criada por Marv Wolfman (roteiros) e George Pérez (desenhos). Adaptar a obra seria um trabalho hercúleo, mas isso foi feito e em uma trilogia, cujo resultado, como era de se esperar, ficou muito a dever ao material original. A começar pela arte dos personagens, que seguiu a mesma linha do acima citado Legião dos Super-Heróis, ou seja: um tanto duro e sem o detalhamento soberbo produzido pela arte sempre acima da média de George Pérez. Logicamente, uma adaptação (seja para um filme, série, novela, etc) requer que a essência seja mantida, mas que algo novo seja inserido, em um desafio direto ao produtor/cineasta e uma oportunidade para deixar a sua marca. Aqui algumas escolhas foram totalmente equivocadas, como a fusão da Supergir com a Precursora (Harbinger), que teve um papel de destaque na saga original. Ao que parece, os produtores de filmes parecem não ver o menor problema em misturar personagens e conceitos em "saladas" quase sempre indigestas. O ritmo também é fragmentado, algo proposital, que nas páginas de quadrinhos funcionou muito bem, mas que no audiovisual se tornou chato, monótono e arrastado. Mariana Torres dublou novamente a personagem e Meg Donnelly fez a voz original em inglês.







































































































































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